A data ganha uma evidência especial, principalmente neste momento dramático onde a pandemia ceifou de forma abrupta a vida de milhares de pessoas. Para os familiares e amigos de quem se foi, fica a sensação de ter acontecido um “corte”, uma “edição” no filme da vida. Pois muitos, sequer tiveram o consolo de um rito de passagem, uma despedida, honrando a vida e a memória de quem partiu.
O luto é vivenciado de maneira singular. “Não existe um padrão de reação. Há variações em intensidade e duração, influenciadas por fatores como o contexto da morte e as características do enlutado. É importante dar tempo e espaço para a expressão de emoções e sentimentos negativos, para não considerar como patológicas aquelas reações que são necessárias e naturais. Temos que permitir a manifestação da dor da perda para que este momento seja devidamente elaborado”.
Diante de um luto patológico, onde a pessoa não se sente capaz de retomar a vida e suas atividades, “é importante buscar por um profissional da saúde mental, um psicólogo será de grande valia neste momento tão devastador onde tantas vidas têm sido perdidas”, finaliza.